Desenho Técnico

Temas relacionados com a componente relativa à normalização

  • Desenho Técnico

    Normalização no desenho técnico

    Introdução Podemos pensar em normalização como sendo uma  racionalização. O desenho técnico é uma forma de comunicação objetiva, não oferecendo espaço algum, a segundas interpretações. No que lhe concerne, o desenho artístico, pode e muitas vezes é, subjetivo. A aplicação de normas no desenho técnico, impede que surjam diferentes formas de representação do mesmo objeto, o que o poderia tornar subjetivo; isto não significa que não se possa considerar um desenho técnico uma “obra de arte”, pode ser de facto arte, sobretudo quando realizado à mão, mas não o podemos classificar na categoria das artes plásticas (belas-artes). Note-se que um desenho técnico é uma “obra” eminentemente prática! Mas isso não…

  • Desenho Técnico

    Material para elaboração de desenho técnico

    Para realizar um desenho técnico, necessita de algum material, ou se preferir, instrumentos de desenho. É provável que já tenha grande parte dele, na sua casa, no entanto, é também crucial que este seja de qualidade, pois isto irá refletir-se na qualidade gráfica do traçado, e em consequência disso, no trabalho final. Verifico que com o passar dos anos, que o rigor do traçado tem vindo a ser descurado. A norma ISO 128-20, é bem clara relativamente a este ponto;  a qualidade gráfica do traçado é crucial para que a comunicação se dê de modo efetivo. Compreendo que o desenho manual seja visto como uma mera ferramenta de aprendizagem, e…

  • Desenho Técnico

    Agora no Youtube…

    Estou a levar parte do meu canal para uma nova ferramenta, o YouTube, penso que terá maior exposição… Os temas vão desde: Desenho técnico de construções mecânicas Desenho CAD Design de produto e design industrial CAE e outros… Já estão disponíveis outros vídeos em: https://www.youtube.com/c/DesignRepresentationCommunication Espero que goste. Aguardo os vossos comentários! Até já

  • Desenho Técnico

    O que é esperado de um desenho de uma peça

    Um desenho deve por si fornecer toda a informação necessária à produção do componente, definindo a forma e o tamanho, deve ainda estar totalmente dimensionado, toleranciado nas zonas em que tal seja necessário e conter todas as especificações necessárias à produção da peça, informação que habitualmente surge na legenda. Estas especificações na legenda inclui entre outras o material, possíveis tratamentos térmicos e superfíciais, notas relativas ao acabamento podendo dizer respeito a toda a peça ou apenas uma área específica, nome do desenhador e/ou dos responsáveis pelo desenho, habitualmente também é colocada a data. Relativamente ao número de projecções, dúvida tantas vezes levantada; o desenho deve ter um número suficiente em…

  • Desenho Técnico

    O que é esperado de um desenho de Conjunto

    Um desenho de conjunto implica que todas as peças pertencentes a uma máquina ou mecanismo sejam apresentadas de forma visível na posição correcta de funcionamento. É comum sub-dividir o desenho de conjunto em desenhos de sub-conjunto, podendo estes ser dividos novamente até que o desenho se torne de leitura fácil. Por exemplo uma máquina pode conter vários módulos, como a estrutura de suporte, caixa de velocidades, sistemas pneumáticos, electricos, etc; cada um destes módulos pode ser detalhado em desenhos de sub-conjunto, irá depender da complexidade o nível de sub-conjuntos necessários. O desenho de conjunto ou sub-conjunto deve fazer referência às diferentes peças ou módulos a que dizem respeito. Para identificar…

  • Toleranciamento

    O Toleranciamento dimensional

    Há dias, um formando que estava a iniciar um curso de técnico superior de manutenção perguntou-me: “Os chineses terão algum dia a capacidade executar peças com a mesma “qualidade” que os alemães?” A minha resposta foi pronta e afirmativa. Como ainda era a aula de apresentação, ele desconfiou e ficou com algumas reservas… Perguntei-lhe, mas porque razão dúvida? Mais uma vez o formando, que já andava a pensar nesse assunto à algum tempo, respondeu: “Isso é simples, a tecnologia alemã é mais evoluída, daí eles conseguirem obter peças com grande rigor dimensional e geométrico”. Neste caso a experiência do formando, leva-o a pensar que existem diferenças entre peças que são…

  • Desenho Técnico

    Vistas em Corte

    Qual a razão da existência dos cortes? A meu ver esta é a melhor forma de explicar este método, habitualmente esta pergunta é prontamente respondida com: “Para mostrar o interior, os ocos da peça”. Sem dúvida que a resposta é correcta. Mas vamos analisar de forma mais profunda a necessidade de representar em corte de certas peças. Na minha opinião a regra de ouro do desenho técnico é a clareza de leitura. Mas nem sempre as peças são de leitura directa e clara, veja a figura ao lado, trata-se de um corte parcial, neste caso um meio corte. Esta peça em corte é de fácil leitura, mesmo tendo apenas 1…

  • Desenho Técnico

    A história do Desenho Técnico

    Desde os primórdios que o homem tenta reproduzir sob forma de desenho as mais variadas situações, sejam elas ideias, objectos, etc. … As cenas de caça eram um dos principais motivos pois no paleolítico essa era a actividade principal e dela dependia a subsistência destes homens. Estes tipos de pintura são uma expressão artística e as teorias mais recentes afirmam que têm ainda um cunho ritualísta e que foram feitas pelos xamãs do grupo do Cro-Magnon. Em Portugal são conhecidas mais de trezentas localidades de arte rupestre, destacando-se os complexos do Vale do rio Côa e do Vale do Tejo. Outros povos mais avançados, usavam o desenho mas como uma…

  • Toleranciamento

    Toleranciamento geométrico

    A grande questão será, quando devo usar toleranciamento geométrico? Uma palavra sobre o toleranciamento geométrico. O T.G. existe nos moldes actuais à cerca de 50 anos e esta ferramenta possibilitou um salto qualitativo no desenvolvimento de produtos mais sofisticados, no entanto a sua utilização acarreta custos, todo o tipo de tolerâncias forçam um determinado intervalo de erro, que poderá ser maior ou menor conforme os casos. Quanto menor este intervalo mais caro será o produto final. Assim as T.G deverão ser usadas sim, mas só quando necessário. Em que situações devemos então toleranciar? A resposta não é simples, pois depende dos casos. Há situações em que se torna imperativo que…

  • Desenho Técnico

    Método de Projecção do 1º e do 3º Diedro

    Mas afinal o que é o Diedro? Existe alguma confusão, sobretudo nos aprendizes, sobre ao que se refere a palavra. Um diedro é a junção de dois semiplanos perpendiculares entre si, tratando-se de uma entidade tridimensional. Uma analogia simples ao diedro seria tentar visualizar um livro aberto tendo as suas páginas um ângulo de 90º. O termo 1º e 3º diedro vem da matemática, mais concretamente dos quadrantes do círculo trigonométrico. O primeiro diedro é assim o primeiro quadrante, que vai desde o ângulo 0º até aos 90º o terceiro será o que se situa dos 180º aos 270º. Simples! O método de Monge veio simplificar as coisas tornando o…